{"id":281,"date":"2009-08-10T00:00:00","date_gmt":"2009-08-10T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/janjos1962.drayddns.com\/85\/2009\/08\/10\/entrevista-newsletter-ci-bibliotecas-web-20-e-bibliotecas-20\/"},"modified":"2021-03-22T16:59:48","modified_gmt":"2021-03-22T16:59:48","slug":"entrevista-newsletter-ci-bibliotecas-web-20-e-bibliotecas-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.janjos.eu\/85\/2009\/08\/10\/entrevista-newsletter-ci-bibliotecas-web-20-e-bibliotecas-20\/","title":{"rendered":"Entrevista Newsletter CI: Bibliotecas, Web 2.0 e Bibliotecas 2.0"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Newsletter CI:<\/strong> O que altera nas bibliotecas que aplicam a web 2.0? Como pode ser esta aplicada por estas institui\u00e7\u00f5es? Que ganhos vis\u00edveis podemos ter? <\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>J\u00falio dos Anjos<\/strong>: Para reflectir sobre o impacto da Web 2.0 nas bibliotecas h\u00e1 que colocar tr\u00eas conceitos em perspectiva: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Web 2.0<\/li><li>Bibliotecas que usam Web 2.0<\/li><li>Bibliotecas 2.0. &#8211; <\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Web 2.0<\/strong> <\/h2>\n\n\n\n<p>Ao abrigo da vaga de ideias a que se chamou Web 2.0 geraram-se um n\u00famero infinito de ferramentas f\u00e1ceis de usar para a coloca\u00e7\u00e3o de conte\u00fados na Web. Estas ferramentas destroem as barreiras de entrada \u00e0 presen\u00e7a na Web de qualquer institui\u00e7\u00e3o\/ideia que se queira a\u00ed ver expressa. N\u00e3o s\u00f3 a presen\u00e7a, mas a presen\u00e7a rica em formas de express\u00e3o como o texto, \u00e1udio, v\u00eddeo, etc. &#8211; <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bibliotecas que usam Web 2.0: <\/h2>\n\n\n\n<p>Estas ferramentas s\u00e3o gratuitas, s\u00e3o f\u00e1ceis de usar, contribuem para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00e3o das unidades documentais com regularidade. A biblioteca tem de se expandir e tornar vis\u00edvel no ambiente em que os utilizadores passam o tempo, e hoje em dia cada vez mais utilizadores passam cada vez mais tempo na internet. A biblioteca tem de competir por um segmento da aten\u00e7\u00e3o dos seus utilizadores quando estes est\u00e3o a explorar o mundo via internet! <\/p>\n\n\n\n<p>Que raz\u00f5es h\u00e1 para as bibliotecas quererem ser vis\u00edveis na Web? Porque a esp\u00e9cie humana continua a ter de obedecer a um ciclo de 24 horas! Simplesmente temos apenas 24 horas de aten\u00e7\u00e3o para dispensar ao mundo! Cada vez mais grupos demogr\u00e1ficos est\u00e3o a gastar essas 24 horas em cada vez menos actividades que os ponham em contacto com a biblioteca-edif\u00edcio. Entendo que a pergunta colocada revela conter a pr\u00f3pria resposta: a \u201cque ganhos vis\u00edveis podemos ter?\u201d a resposta imediata \u00e9: \u201cvisibilidade\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>E uma vez estabelecido que a biblioteca deve estar presente na Web, entendo que existe a obriga\u00e7\u00e3o de fazer essa exist\u00eancia vis\u00edvel por meio de uma presen\u00e7a \u201cregularmente renovada\u201d ao inv\u00e9s de uma p\u00e1gina institucional com hor\u00e1rios de abertura, dados estat\u00edsticos da colec\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria institucional e do edif\u00edcio, e pouco mais. Veja-se a presen\u00e7a \u201coficial\u201d da Biblioteca da Ajuda (http:\/\/www.ippar.pt\/sites_externos\/bajuda\/index.htm) e a presen\u00e7a \u201creal\u201d da Biblioteca da Ajuda (http:\/\/bibliotecadaajuda.blogspot.com)! Qual das duas contribui mais para a execu\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o da Biblioteca da Ajuda? Creio que \u00e9 a em bibliotecadaajuda.blogspot.com. <\/p>\n\n\n\n<p>O uso de ferramentas da Web 2.0 pelas bibliotecas talvez n\u00e3o tenha impacto na qualidade de servi\u00e7o percebida por 70% dos utilizadores regulares da biblioteca \u201cedif\u00edcio\u201d, mas estende a nossa influ\u00eancia e torna-nos vis\u00edveis a grupos demogr\u00e1ficos que de outra maneira chegar\u00e3o \u00e0 idade adulta sem nunca ter posto os p\u00e9s numa biblioteca (a n\u00e3o ser uma biblioteca escolar, para cumprir castigo, o que a longo prazo equaciona, em termos de programa\u00e7\u00e3o neuro-linguistica, \u201cbibliotecas\u201d com \u201cantec\u00e2maras do servi\u00e7o prisional\u201d). Dito de uma maneira muito simples: a maior parte das bibliotecas, mais tarde ou mais cedo, acabar\u00e1 por ter um servi\u00e7o noticioso regular aos seus utilizadores potenciais, via Web, com imagens, fotografias, v\u00eddeos, grava\u00e7\u00f5es \u00e1udio, etc. N\u00e3o o estar a fazer neste momento e \u00e9poca, \u00e9 um desperd\u00edcio de tempo e oportunidade. \u00c9 continuar a trabalhar \u00e0 luz da vela, quando h\u00e1 electricidade gr\u00e1tis em todo o lado!!! \u00c9 certo que as opera\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o de qualquer servi\u00e7o documental n\u00e3o t\u00eam de ser operacionalizadas com um blogue no blogspot ou no Sapo; os v\u00eddeos da hora do conto ou da palestra do autor famoso n\u00e3o t\u00eam de ser apenas de 320 por 240 pontos nem residir no youtube; as fotografias daquela colec\u00e7\u00e3o maravilhosa de postais que est\u00e1 no fundo local n\u00e3o t\u00eam de estar publicadas no flickr. Podem-se usar v\u00e1rias outras ferramentas, mas \u00e9 imposs\u00edvel contratar uma plataforma de edi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados multim\u00e9dia e a largura de banda, sem passar por um concurso p\u00fablico, abertura de propostas, restri\u00e7\u00f5es or\u00e7amentais, etc. No entanto, as ferramentas Web 2.0 permitem concretizar a visibilidade do servi\u00e7o documental, com qualidade mais que razo\u00e1vel e um custo imbat\u00edvel: \u20ac 0! As bibliotecas est\u00e3o ent\u00e3o perante tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: procuram obter financiamento para uma ferramenta que fa\u00e7a tudo; usam v\u00e1rias plataformas de auto-publica\u00e7\u00e3o e reposit\u00f3rios multim\u00e9dia que existem na Web 2.0; confessam que n\u00e3o h\u00e1 compet\u00eancia para divulgar a biblioteca para al\u00e9m da montagem de expositores no hall de entrada! <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biblioteca 2.0<\/h2>\n\n\n\n<p>Se at\u00e9 agora falei do valor t\u00e1ctico da Web 2.0, quero agora diferenciar o conceito que emerge do impacto, n\u00e3o da Web 2.0, mas da mentalidade 2.0, que ao ser adoptada por bibliotecas, as transforma qualitativamente em Biblioteca 2.0; aquela que o Pedro Pr\u00edncipe dizia que tinha de ser uma \u201cop\u00e7\u00e3o ousada\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma Biblioteca 2.0 \u00e9 aquela em que algumas das not\u00edcias, publicadas no blogue, para al\u00e9m de serem escritas e assinadas pelo director, t\u00eam os coment\u00e1rios dos utilizadores aceites, publicados e respondidos pelo mesmo director \u00e0 vista da comunidade servida. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma <strong>Biblioteca <\/strong>2.0 \u00e9 aquela que, tendo o cat\u00e1logo acess\u00edvel na Web, permite coment\u00e1rios aos livros e a possibilidade de os utilizadores valorizarem o prazer que um determinado livro lhes deu. Uma Biblioteca Nacional 2.0 seria aquela que custearia a infra-estrutura de servi\u00e7os inform\u00e1ticos para que toda esta informa\u00e7\u00e3o fosse \u201cregist\u00e1vel\u201d, \u201cvalid\u00e1vel\u201d e \u201ctroc\u00e1vel\u201d ao longo de toda a Rede Nacional de Leitura. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma <strong>Biblioteca Universit\u00e1ria <\/strong>2.0 \u00e9 aquela que permite registar a import\u00e2ncia do cap\u00edtulo 3 de determinado livro para a compreens\u00e3o de determinado ponto de vista numa disciplina n\u00e3o relacionada, sendo esse registo feito por um professor ou por um aluno. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma <strong>Biblioteca Universit\u00e1ria <\/strong>2.0 \u00e9 aquela que permite e p\u00f5e em evid\u00eancia, a atribui\u00e7\u00e3o de termos de indexa\u00e7\u00e3o pelos alunos! <\/p>\n\n\n\n<p>Um <strong>Servi\u00e7o Documental <\/strong>2.0 \u00e9 aquele que n\u00e3o obriga a que um texto de 150 palavras esteja visado por 3 directores e ortograficamente corrigido por 5 pessoas antes de o publicar. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma <strong>Biblioteca <\/strong>2.0 \u00e9 a que dialoga, aceita e convida o utilizador a participar nela electronicamente! <\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte destas actividades nem \u00e9 nova: a orienta\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o ao utilizador, o desenvolvimento promovido em fun\u00e7\u00e3o das necessidades dos utilizadores, a procura de ser um centro da agregador da comunidade, etc. Fazer da biblioteca uma montra da comunidade em que est\u00e1 inserida, sempre foi uma das fun\u00e7\u00f5es da biblioteca. Deixar os membros da comunidade colocarem \u201cpost-it\u2019s\u201d nos livros \u00e9 que n\u00e3o! Este convite \u00e0 express\u00e3o do utilizador, e a imediata incorpora\u00e7\u00e3o da sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u00e9 p\u00f4r \u201c2.0\u201d na \u201cBiblioteca\u201d\u2026 e \u00e9 uma mudan\u00e7a real do conceito de biblioteca, ajustando-a aos novos tempos e possibilidades tecnol\u00f3gicas. <\/p>\n\n\n\n<p>A Biblioteca 2.0 corresponde ao afastamento de uma mentalidade da \u201ccatedral\u201d e a adop\u00e7\u00e3o de uma mentalidade mais pr\u00f3pria do \u201cbazar\u201d, uma passagem da mentalidade de rede de \u201ctorres\u201d e \u201cbasti\u00f5es\u201d para uma mentalidade de \u201cnuvem\u201d em que tanto as bibliotecas como os seus utilizadores s\u00e3o \u201cgotas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Newsletter CI: O que altera nas bibliotecas que aplicam a web 2.0? Como pode ser esta aplicada por estas institui\u00e7\u00f5es? 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