{"id":290,"date":"2004-11-07T00:00:00","date_gmt":"2004-11-07T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/janjos1962.drayddns.com\/85\/2004\/11\/07\/10-reasons-why-the-internet-is-no-substitute-for-a-library\/"},"modified":"2004-11-07T00:00:00","modified_gmt":"2004-11-07T00:00:00","slug":"10-reasons-why-the-internet-is-no-substitute-for-a-library","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.janjos.eu\/85\/2004\/11\/07\/10-reasons-why-the-internet-is-no-substitute-for-a-library\/","title":{"rendered":"10 Reasons Why the Internet Is No Substitute for a Library"},"content":{"rendered":"<p>Por Mark Y. Herring<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o livre (em progresso):<\/p>\n<blockquote><p>1. Nem tudo est\u00e1 na Internet (<i>Not Everything Is on the Internet<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>Com mais de um bili\u00e3o de p\u00e1giasn na web, ning\u00e9m diria&#8230; Mesmo assim, muito poucos materiais substantivos est\u00e3o na internet de gra\u00e7a. Por exemplo, apenas 8% de todos os peri\u00f3dicos est\u00e3o na web e a frac\u00e7\u00e3o de livros \u00e9 ainda menor. Ambos custam dinheiro! Se quer o <i>Journal of Biochemistry<\/i>, <i>Physics Today<\/i>, <i>Journal of American History<\/i>, voc\u00ea vai pagar, e na casa das centenas de milhares de Euros<\/p><\/blockquote>\n<p>2. A agulha ( sua pergunta ) no palheiro (a web) (<i>The Needle (Your Search) in the Haystack (the Web)<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>A internet \u00e9 uma vasta biblioteca n\u00e3o catalogada. Quer esteja a pesquisar pelo  Hotbot, Lycos, Dogpile, Infoseek ou qualquer outro motor de pesquisa e metapesquisa, nunca est\u00e1 a pesquisar toda a web. Muitos s\u00edtios prometem pesquisar tudo, mas a verdade \u00e9 que nunca podem cumprir. Mais ainda, o que eles pesquisam n\u00e3o \u00e9 actualizado diaria, semanal ou mesmo mensalmente, independentemente do que anunciam. Se um bibliotec\u00e1rio lhe dissesse \u201cEis 10 artigos sobre Indios Americanos (Native Americans). Temos outros 40 mas n\u00e3o os vou deixar ver, n\u00e3o agora, n\u00e3o ainda, n\u00e3o antes de voc\u00ea experimentar outra pesquisa noutra biblioteca.\u201d voc\u00ea teria um ataque. A Internet faz-nos isto todos os dias e ningu\u00e9m se parece importar<\/p><\/blockquote>\n<p>3. N\u00e3o h\u00e1 controle de qualidade (<i>Quality Control Doesn&#8217;t Exist<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>Sim, precisamos da internet, mas al\u00e9m de toda a informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, m\u00e9dica e hist\u00f3rica ( quando correcta), h\u00e1 uma gigantesca pilha de lixo. Quando a juventude n\u00e3o est\u00e1 a receber educa\u00e7\u00e3o sexual em sites XXX est\u00e3o a receber forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em sites radicais ou forma\u00e7\u00e3o sobre rela\u00e7\u00f5es raciais em sites da KKK. N\u00e3o h\u00e1 controle de qualidade na web, e n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que alguma vez venha a haver. Ao contr\u00e1rio das bibliotecas onde a imprensa cor-de-rosa raramente, se alguma vez, \u00e9 coleccionada, a vaidade \u00e9 muitas vezes o que gera conte\u00fado na internet. Qualquer maluco pode publicar na web, e quanto a mim, todos os malucos o fizeram.<\/p><\/blockquote>\n<p>4. O que n\u00e3o sabe na verdade&#8230; aleija-o (<i>What You Don&#8217;t Know Really Does Hurt You<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>A grande bonan\u00e7a para as bibliotecas foi a digitaliza\u00e7\u00e3o de jornais e peri\u00f3dicos. Mas os sites de texto integral, se bem que grandes e bons, n\u00e3o est\u00e3o sempre cheios. E o que voc\u00ea n\u00e3o sabe pode mat\u00e1-lo. <\/p>\n<ol>\n<li>Os artigos nestes sites s\u00e3o, muitas vezes, omissos das suas notas de rodap\u00e9\n<li>Tabelas, gr\u00e1ficos e f\u00f3rmulas raramente s\u00e3o transpostas de modo leg\u00edvel\n<li>O conte\u00fado de um pacote de peri\u00f3dicos digitais muda rapidamente, muitas vezes sem aviso<\/ol>\n<p>Uma biblioteca pode come\u00e7ar com X peri\u00f3dicos em Setembro e acabar com Y em Maio.  O problema \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o os mesmos entre Setembro e Maio. Apesar de a biblioteca poder ter pago 100.000 euros pelo acesso, raramente \u00e9 notificada das mudan\u00e7as. Enquanto que n\u00e3o trocaria acesso a peri\u00f3dicos digitalizados por nada do mundo, mas o seu uso deve ser judicioso, planeado e medido, e nunca a\u00ed depoitar uma confian\u00e7a completa, total e exclusiva.\n<\/p><\/blockquote>\n<p>5. &#8220;O Estado pode agora comprar um livro e distribu\u00ed-lo a todas as bibliotecas via web&#8221;, \u00e9 uma falsidade (<i>States Can Now Buy One Book and Distribute to Every Library on the Web\u2014NOT!<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>E tamb\u00e9m pod\u00edamos ter uma escola nacional \u00fanica, uma universidade nacional \u00fanica e uma pequeno grupo de professores catedr\u00e1ticos a ensinar toda a gente por um canal de v\u00eddeo. J\u00e1 agora, levemos isto mais al\u00e9m e vamos apenas ter equipas de futebol digitais, e assim poupar uma pipa de massa! Desde 19700 cerca e 50000 t\u00edtulos acad\u00e9micos t\u00eam sido publicados em cada ano. Destes 1.5 milh\u00f5es de documentos menos de um par de milhares est\u00e3o dispon\u00edveis. O que est\u00e1 na net s\u00e3o 20000 t\u00edtulos publicados antes de 1925. Porqu\u00ea? Direitos de Autor, que elevam os pre\u00e7os a duas ou tr\u00eas vezes os custos reais de impress\u00e3o. Por fim, os vendedores de livros digitalizados permitem apenas um c\u00f3pia digitalizada por cada biblioteca. Se voc\u00ea faz a reserva dum livro via web, mais ningu\u00e9m tem acesso a ele, at\u00e9 que liberte o documento. E se se atrasar a fazer a liberta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 desculpas esfarrapadas tipo \u201co c\u00e3o comeu o meu trabalho de casa\u201d! O d\u00e9bito no seu cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 autom\u00e1tico.<\/p><\/blockquote>\n<p>6. &#8220;Eh p\u00e1! Esqueceu-se do e-book reader?&#8221; (<i>Hey, Bud, You Forgot about E-book Readers<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>J\u00e1 quase todos esquecemos o que costum\u00e1vamos dizer sobre o microfilme (\u201cBibliotecas inteiras caberiam em caixas de sapatos\u201d). ,ou quando a telescola apareceu (\u201cDe futuro necessitaremos de menos professores\u201d). Tente ler um livro num \u00e9cran de computador por mais de meia hora. Dores de cabe\u00e7a e de olhos s\u00e3o o m\u00ednimo que lhe vai acontecer. Seja como for, se o que est\u00e1 a ler tem mais de duas p\u00e1ginas o que faz? Imprime. Onde \u00e9 que h\u00e1 uma falta de \u00e1rvores quando se precisa? Mais ainda: os <i>ebook reader<\/i> custam entre 200 e 2000 euros,  sendo que os mais baratos cansam mais a vista. Isto mudar\u00e1? Sem d\u00favida, mas de momento n\u00e3o h\u00e1 for\u00e7as no mercado para isso. Mudar\u00e1 em menos de 75 anos? Pouco prov\u00e1vel.<\/p><\/blockquote>\n<p>7. &#8220;Ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 agora Universidades sem bibliotecas?&#8221; (<i>Aren&#8217;t There Library-less Universities Now?<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>No. The newest state university in California at Monterey opened without a library building a few years ago. For the last two years, they\u2019ve been buying books by the tens of thousands because\u2014surprise, surprise\u2014they couldn\u2019t find what they needed on the Internet. California Polytechnic State University, home of the world\u2019s highest concentration of engineers and computer geeks, explored the possibility of a virtual (fully electronic) library for two years. Their solution was a $42-million traditional library with, of course, a strong electronic component. In other words, a fully virtualized library just can\u2019t be done. Not yet, not now, not in our lifetimes.<\/p><\/blockquote>\n<p>8. &#8220;Mas uma biblioteca p\u00fablica virtual resolvia a coisa, n\u00e3o?&#8221; (<i>But a Virtual State Library Would Do It, Right?<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>E levar o estado \u00e0 bancarrota? Sim, resolvia. O custo de ter tudo digitalizado \u00e9 incrivelmente alto., na zona doas dezenas de milh\u00f5es de euros, s\u00f3 em autoriza\u00e7\u00f5es de direitos de autor. E isto s\u00f3 compra uma pequena biblioteca numa pequena universidade. Questia Media, a maior opera\u00e7\u00e3o deste g\u00e9nero gastou 125.000.000 \u20ac a digitalizar 50.000 livros em Janeiro. A este ritmo, virtualizar uma biblioteca m\u00e9dia de 400.000 volumes custa apenas uns meros 1.000.000.000 \u20ac. E depois tem de garantir que todos os estudantes t\u00eam acesso id\u00eantico a tudo onde quer que se encontrem, quando eles quiserem. Finalmente, que faz com aqueles documentos raros e valiosos? V\u00e3o para o lixo? E j\u00e1 agora, trate de garantir que a corrente el\u00e9ctrica nunca, mas nunca mesmo, falha. Claro, podemos sempre ler \u00e0 luz das velas, mas leremos o qu\u00ea?<\/p><\/blockquote>\n<p>9. A Internet: Um quilometro de largura, (menos de)um centimetro de profundidade (<i> The Internet: A Mile Wide, an Inch (or Less) Deep<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>Encarar o abismo da internet \u00e9 como vertigens perante o espa\u00e7o profundo! Mas o vazio \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 o que l\u00e1 est\u00e1, mas o que l\u00e1 n\u00e3o est\u00e1. N\u00e3o muita coisa na internet tem mais de 15 anos. Os vendedores de acesso a revistas por norma  largam um ano sempre que come\u00e7a um novo. Acesso a material mais antigo \u00e9 bastante caro. Ser\u00e1 \u00fatil, nos anos pr\u00f3ximos, que os estudantes conhe\u00e7am , e tenham acesso a,  mais que o material cient\u00edfico produzidos apenas nos \u00faltimos 10 a 15 anos<\/p><\/blockquote>\n<p>10. A internet tem ubiquidade, mas os livros s\u00e3o port\u00e1teis (<i>The Internet Is Ubiquitous but Books Are Portable<\/i>)<\/p>\n<blockquote><p>Num inqu\u00e9rito recente a quem compra livros electr\u00f3nicos, mais de 80% disseram gostar de comprar livros em papel, pela internet, mas n\u00e3o l\u00ea-los  pela internet. Temos mais de 1000 anos de leitura de impress\u00e3o no nosso sangue, e isso n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que mude nos pr\u00f3ximos 30. Concedo que haver\u00e1 mudan\u00e7as nas formas de suporte dos materiais electr\u00f3nicos, e essa mudan\u00e7as, ou a sua maioria, ser\u00e3o ben\u00e9ficas para o p\u00fablico. Mas a humanidade, sendo o que \u00e9, gostar\u00e1 sempre de se enroscar com um bom livro, n\u00e3o com um port\u00e1til &#8211; pelo menos no futuro discern\u00edvel.<\/p><\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<p>Artigo publicado originalmente em <b>American Libraries<\/b>, April 2001, p. 76\u201378.<br \/>\nTraduzido de <a href=\"http:\/\/www.ala.org\/alonline\/news\/10reasons.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.ala.org\/alonline\/news\/10reasons.html<\/a><\/p>\n<div align=\"right\"><a href=\"http:\/\/www.winthrop.edu\/news\/releases\/archivereleases\/spring1999\/newlibrarydean.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mark Y. Herring<br \/>\nDecano de servi\u00e7os bibliotec\u00e1rios<br \/>\nDacus Library<\/a><br \/>\nWinthrop University<br \/>\nRock Hill, South Carolina<br \/>\nUSA\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mark Y. Herring Tradu\u00e7\u00e3o livre (em progresso): 1. 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